Três exposições em Évora “unidas” pelo universo do som

O Centro de Arte e Cultura (CAC) da Fundação Eugénio de Almeida (FEA), em plena acrópole da cidade alentejana, é o “palco” destas mostras, que vão poder ser visitadas pelo público até ao dia 30 de setembro.

Intituladas “De re metallica”, “INSTRMNTS” e “VisoVox”, as três iniciativas integram o segundo ciclo expositivo deste ano do CAC, cuja programação obedece ao tema das “Periferias”.

As três “exposições propõem uma aproximação ao universo material do som”, como, aliás, se mostra no dia da inauguração, dia 14 de julho, com uma performance de Américo Rodrigues e Manuel Portela, e um concerto com a “gigantikarpz” de Victor Gama, instalação sonora e instrumento, com cordas de piano, criado pelo artista.

A Sala Rostrum e o jardim interior do CAC vão estar dedicados à mostra “De re metallica”, que reúne esculturas da autoria de Gonçalo Jardim.

Já “INSTRMNTS”, que vai ocupar o 1.º piso do CAC, é proposta interativa que explora os instrumentos contemporâneos de inspiração africana desenhados e concebidos por Victor Gama, que “os visitantes podem (e devem) livremente ativar, numa participação que se pretende lúdica”.

No 2.º piso do CAC, “VisoVox” interroga “as relações entre som, voz, linguagem, escrita e imagem”, a partir de um conjunto de obras de poesia visual e sonora em múltiplos meios, analógicos e digitais. A partir de um conjunto de obras de poesia visual e sonora em múltiplos meios – analógicos e digitais –, esta exposição interroga as relações entre som, voz, linguagem, escrita e imagem. Através de uma seleção de trabalhos produzidas nos últimos 50 anos, percorrendo a obra de artistas de referência nacional e internacional, como Ana Hatherly, António Aragão, Ernesto Mello e Castro, Fernando Aguiar e Salette Tavares, Bartolomé Ferrando, Enzo Minarelli, Jaap Blonk, Jim Andrews, Christine Wilks, David Jhave Johnston, Jim Andrews, Johanna Drucker, Jörg Piringer, Maria Mencia e Steve McCaffery.