Um em cada três casos de demência podia ter sido evitado

Um estudo publicado na revista científica The Lancet demonstra que um em cada três casos de demência podia ter sido evitado sem recorrer a medicamentos.

A investigação não chega a conclusões totalmente novas, mas apresenta números mais positivos, na medida em que 35% dos casos de demência está relacionado com fatores de risco perfeitamente evitáveis.

O relatório foi apresentado na Conferência da Associação Internacional de Alzheimer 2017 e identificou nove fatores que podem contribuir para o risco de demência. Entre eles está a perda de audição, o consumo de tabaco e o isolamento social.

Refira-se que perto de 47 milhões de pessoas em todo o mundo sofrem de demência e os investigadores estimam que a doença, em 2050, possa vir a afetar 131 milhões de pessoas. O estudo foi feito por uma equipa de 24 elementos que assegura que o estilo de vida pode mesmo evitar a doença.

“Embora a demência seja diagnosticada mais tarde, as mudanças no cérebro começam normalmente a desenvolver-se alguns anos antes” – declarações do principal autor do estudo, Gill Livingston, da University College London, à BBC.