Um festival para a cidade

Está aí a edição 2019 do "Matosinhos em Jazz".

Avishai Cohen, Salvador Sobral e Joe Armon Jones são alguns dos nomes que compõem o cartaz deste ano  do Matosinhos em Jazz, depois do grande sucesso da edição de 2018. Falmos com o vereador da cultura, Fernando Rocha, que nos deu conta das novidades para a edição deste ano.

O Matosinhos em Jazz começa já no próximo dia 6 de julho, decorrendo durante o mês, todos os sábados e domingos, com atuações às 18h, mesmo no Coreto em frente à Câmara Municipal de Matosinhos. A entrada é livre.

“Era um festival já abstante afirmado. Por razões várias houve uma interrrupção das sucessivas edições. E essa interrupção tem a ver  com a necessidade de que havia de repensar o projeto, de o reestruturar. E assim, regressou o festival em 2018 e correu muitissimo  bem. De um festival tradicional trouxemos o evento para rua, para um coreto também. E a fórmula comportou-se muito bem. Foi um sucesso que, de certa forma, nos ultrapassou, o que é bom”, começou por nos explicar Fernando Rocha, vereador da cultura da Câmara de Matosinhos.

“Entendemos manter essa fórmula e cá está a edição de 2019, que como se pode ver com um excelente cartaz que junta a velha guarda e novos talentos”, acrescenta.

“Temos no cartaz presentes vários tipos de jazz. E o festival deve ser isso mesmo , eclético, mas com qualidade”, diz-nos. “O jazz pode ser para todos e por isso abre-se à cidade. A ideia é cativar novos publicos, mas também fidelizar quem já gosta de jazz”.

O cartaz deste ano junta grandes músicos, promissores e da velha guarda: Salvador Sobral, Avishai Cohen e Orquestra Sinfónica do Porto Casa da Música, Ricardo Toscano, Joe Armon Jones, Orquestra Jazz Matosinhos com Fay Claasen, Bruno Pernadas, Susana Santos Silva e Inês Pimenta.

O arranque do festival acontece já no dia 6 de julho com o saxofonista Ricardo Toscano, um nome incontornável da história do jazz nacional, que se destaca já há muitos anos pelo seu caráter avant gard e visão progressiva do jazz.

No dia seguinte, 7 de julho, o cartaz destaca a compositora portuguesa Inês Pimenta para apresentação do álbum “Son of Daedalus”, com quem tivemos a oportunidade de conversar.

O pianista britânico Joe Armon Jones, que representa a nova cena jazz que nos invade a partir do Reino Unido e que tem estado em destaque em todo o mundo, é peça fundamental dessa nova vaga, apresentando-se em Matosinhos no dia 13 de julho.

No dia 14, será a vez de Bruno Pernadas apresentar o seu multifacetado trabalho musical com incursões várias a nível estilístico que viajam do jazz ao afrobeat passando pela improvisação.

O fim de semana de encerramento dos concertos no Coreto ficará marcado pelo concerto de Salvador Sobral no dia 20 de julho para apresentar o seu mais recente trabalho “Paris, Lisboa”.

No dia seguinte, cabe à trompetista Susana Santos Silva atuar com uma formação que inclui saxofone alto, flauta, piano, contrabaixo e bateria.

O encerramento do festival será feito na Praça Guilhermina Suggia, em Matosinhos. “Good Times” Orquestra Jazz De Matosinhos Convida Fay Claasen, no dia 26 de julho, uma voz única que se une numa só entidade sonora com a Orquestra Jazz de Matosinhos numa noite especial.

A última noite do Festival, no dia 27, ficará a cargo de Avishai Cohen e da Orquestra Sinfónica do Porto Casa da Música, levando ao palco da Praça Guilhermina Suggia uma das maiores lendas do jazz dos tempos modernos.

Não se esgotando na música, vai ser ainda possível ver uma exposição no âmbito do Festival Matosinhos em Jazz. No mesmo jardim onde se situa o coreto que acolherá muitos dos concertos, estará patente uma exposição de artistas, ilustradores, designers e fotógrafo. Braulio Amado, Kruella D’Enfer, Catarina Glam e Pedro MKK foram os artistas convidados a recriar uma capa de um disco icónico do jazz mundial.

O resultado das interpretações de cada um dos artistas vai estar exposto no Jardim Basílio Teles, junto à Câmara Municipal, durante todo o mês de julho, com entrada livre.

“Entendemos que a programação do festival Matosinhos em jazz tem que apresentar determinado movimento, ou seja uma certa movida à volta do evento…. E por isso convidamos profissionais a reinterpretar ou a interpretar à sua maneira capas icónicas de discos e expo-los. Levar a arte às pessoas , não tem que estar confinada a sitios formais”, refere Fernando Rocha.

O balanço deste ‘refresh’ à marca Matosinhos em Jazz é naturalmente muito positivo. “Inicialmente levantaram-se muitas dúvidas. Mas achamos que valia a pena arriscar e não nos arrependemos de todo”.

“Sabemos que a terceira edição vai acontecer e que vai ser ainda melhor”, remata o vereador da Cultura da Câmara de Matosinhos.