Um restaurante “Food Allergy-Friendly”

IKEDA Japanese Cuisine proporciona experiências tipicamente japonesas às pessoas com alergias alimentares, mostrando ser um restaurante "Food Allergy-Friendly".

O restaurante estabeleceu uma parceria pioneira com a Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação da Universidade do Porto que lhe permite, através de formação específica e profissional na área da alergia alimentar na restauração, hotelaria e turismo, ter toda a equipa do IKEDA preparada para receber, de forma confortável e segura, aqueles que sofrem desta condição. Pretende-se apostar ativamente numa maior integração social destas pessoas, combatendo o facto da maioria evitar fazer refeições fora de casa por receio a uma exposição acidental.

Sensibilizado para o facto da maioria das pessoas com alergias alimentares evitar fazer refeições fora de casa, o IKEDA Japanese Cuisine pretende facilitar uma maior integração social destas pessoas, de forma a que também elas possam usufruir da experiência de vivenciar o ambiente e a gastronomia do Japão no Porto, de forma segura e confortável.

“Esta maior consciencialização perante este fenómeno surgiu-nos no seguimento de uma crítica que registámos por parte de uma cliente que sofria de alergias alimentares e que nos alertou para um conjunto de cuidados e procedimentos que geralmente passam ao lado dos estabelecimentos de restauração” , explica Tiago Branco, gerente do espaço.

Perante este objetivo, o restaurante estabeleceu uma parceria pioneira com a Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação da Universidade do Porto (FCNAUP), no sentido de tornar o IKEDA um espaço “Food Allergy-Friendly”, através da formação da sua equipa e da implementação de ferramentas, de procedimentos de segurança e de boas práticas que, para além de proporcionar um acesso informado à potencial presença de alergénios nas cartas do IKEDA, visam a prevenção da contaminação cruzada e da exposição acidental a este tipo de substâncias.

No âmbito desta parceria, toda a equipa do restaurante participou na primeira edição do Curso de Alergia Alimentar na Restauração, Hotelaria e Turismo, ministrado por docentes da FCNAUP e da FMUP (Faculdade de Medicina da Universidade do Porto) e dirigido exclusivamente a profissionais destes setores. Cada elemento recebeu formação certificada de excelência na área, que lhe permite, no exercício das suas funções, contribuir, de forma pró-ativa e preponderante, para melhorar a segurança alimentar e o bem-estar de todos os clientes do IKEDA, nomeadamente dos que possam ter alergia alimentar.

Entre o conjunto de competências adquiridas pela equipa estão a identificação do conceito de alergia alimentar e dos diferentes alergénios; a implementação de procedimentos de segurança e boas práticas para a prevenção da contaminação cruzada e da exposição acidental na preparação das refeições; o reconhecimento das manifestações clínicas da alergia alimentar e dos procedimentos a adotar em situação de ingestão acidental e emergência; e ainda o o desenvolvimento de estratégias para uma comunicação e atendimento adequados aos clientes com este tipo de patologia. Adicionalmente, o restaurante disponibiliza na sua carta a indicação de todos os potenciais alergénios envolvidos na preparação de cada prato, de forma a permitir aos clientes com alergia alimentar uma escolha informada e segura das refeições.

Com a implementação destas medidas, o IKEDA encontra-se assim preparado para receber todos os clientes, nacionais e estrangeiros, com alergia alimentar, proporcionando-lhes, de forma confortável e segura, experiências tipicamente japonesas.

“Acreditamos que o IKEDA será uma referência nacional como restaurante “Food Allergy-Friendly”, onde os doentes com alergia alimentar vão poder encontrar um espaço seguro e de confiança para as suas escolhas alimentares”, refere Renata Barros, Professora Auxiliar da FCNAUP e Coordenadora do curso de Alergia Alimentar na Restauração, Hotelaria e Turismo. “A alergia alimentar é atualmente um problema mundial de saúde pública, com grande impacto na qualidade de vida dos doentes. Apesar das disposições legais previstas, sabemos que os doentes com alergia alimentar têm ainda imensa dificuldade em fazer refeições fora de casa, quer pela dificuldade em obter escolhas alimentares devidamente informadas, quer pelo receio de uma exposição acidental com ocorrência de reações alérgicas graves ou potencialmente fatais, como a anafilaxia. Por esta razão, o IKEDA está de parabéns pela responsabilidade social e visão estratégica que demonstrou, ao querer integrar os clientes com alergia alimentar no seu conceito de excelência”, salienta.

À semelhança do que já acontece em alguns países, onde os restaurantes “Food Allergy-Friendly” são uma realidade, o IKEDA pretende posicionar-se como uma opção de confiança junto desta comunidade de clientes, contribuindo, desta forma, para colmatar uma lacuna que ainda se verifica ao nível da oferta da restauração nacional.