Vamos à Suíça comer um pastelinho?

Pastelaria Suíça, localizada na baixa de Lisboa, vai encerrar brevemente…

Esta Pastelaria emblemática do Rossio, fundada em 1922, vai fechar portas. Apesar de se ter candidatado ao programa municipal “Lojas com História”, desistiu de tal classificação por ter iniciado negociações com o novo senhorio que adquiriu o quarteirão por 62 milhões de euros.

Tardou a classificação pedida a 20 de julho de 2017 e adiantou-se um fundo internacional que conta com a participação do tenista Nadal. Na carta enviada agora à Câmara de Lisboa, Fausto Roxo, escreve: “Sucede que, desde o momento da aludida candidatura até à presente data, ocorreram várias vicissitudes que tiveram, e têm tido, um impacto negativo na exploração comercial da Pastelaria Suíça, impossibilitando a sua viabilidade, subsistência e continuidade no futuro”, refere a carta, assinada por Fausto Roxo.

Além da Pastelaria Suíça, também a Joalharia Correia (na Rua do Ouro) e a loja de decoração Ana Salgueiro (na Rua do Alecrim) estão em negociações ou chegaram a acordo por forma a cessar atividade, confirma o vereador da Economia e Inovação da Câmara Municipal de Lisboa.

Entretanto, no dia de ontem, e antes que algo mais aconteça, a Câmara de Lisboa aprovou, por unanimidade, a classificação de mais 44 estabelecimentos como “Lojas com História”, entre os quais se destacam a “Garrafeira Nacional” (na Rua de Santa Justa), o “Restaurante Vá-Vá” (na Avenida dos Estados Unidos da América), a “Papelaria Fernandes” (no Largo do Rato), ou a “Casa da Sorte” (na Praça D. Pedro IV). Há agora em Lisboa 126 estabelecimentos distinguidos.

Distinção similar fora já conferida a 19 oficinas e unidades de produção tradicionais, como a “Ginginha sem rival”, o “Hospital das Bonecas” ou a unidade de produção dos “Pastéis de Belém”.