Viagem Medieval em honra de D. Pedro

O protagonista do romance trágico com Inês de Castro estará em grande destaque na Viagem Medieval de 2018 que chega já a partir de 1 de agosto, em Santa Maria da Feira.

Depois do rei Afonso IV, que inspirou a recriação de 2017, segue-se o reinado de D. Pedro, conhecido em particular pela trágica história de amor que protagonizou com Inês de Castro. A organização da Viagem refere que “o episódio da coroação de D. Pedro e de D. Inês, depois de morta, faz antever momentos de grande intensidade” em mais uma edição que decorre de 1 a 12 de agosto.

Recorde-se que em 2017 o evento recebeu 620 mil visitantes e foi o que registou maior procura por turistas espanhóis, brasileiros e grupos empresariais. Organizada pela Câmara Municipal, empresa municipal Feira Viva e Federação das Coletividades de Cultura e Recreio do Concelho, a 22.ª edição da Viagem Medieval pretende recriar o reinado de D. Pedro ao longo de 12 dias.

Num recinto de 33 hectares em que trabalharam diariamente cerca de 3580 pessoas e cuja oferta incluía propostas como 240 tendas comerciais, 1500 performances de animação circulante e 40 espetáculos inéditos, num total de 448 apresentações – números de 2017 que fazem antever mais uma edição de sucesso.

Contexto histórico

No final do reinado de seu pai, o infante D. Pedro já participava na administração do reino, tendo a seu cargo a toda a sua jurisdição. Assim, ao ser aclamado, pela graça de Deus, Rei de Portugal e do Algarve, D. Pedro I conhecia melhor do que ninguém o seu território, percorrendo-o de lés-a-lés, levando a justiça a todas as partes, fazendo-a “aos modos antigos”, por vezes com excessiva dureza e pouco rigor: o Cruel ou o Justiceiro seria mais carrasco do que juiz.

O povo sentia a sua proteção, chamando-o de justiceiro. A nobreza temia-o e respeitava-o e, ao contrário dos seus antecessores, foi brando para com alguns senhores. Quanto ao clero, as antipatias e desagrados adensavam-se, promovendo uma política de afirmação do Estado perante a Igreja.

Promoveu leis que fomentaram o comércio marítimo, criou novos concelhos, regulamentou a agricultura e as pastagens e a nível internacional, manteve boas relações com Castela, apesar do difícil jogo de desavenças internas no reino vizinho.

Quase sempre identificado pelo episódio de vingança contra os carrascos de Inês de Castro, D. Pedro I reinou apenas dez anos, conduzindo Portugal à prosperidade financeira e à paz com os reinos vizinhos.

Fonte: http://www.viagemmedieval.com

facebook.com/viagemmedieval

Viagem já em livro

“Portugal, Os Reis da 1ª Dinastia – Nascimentos, Casamentos e Outros Acontecimentos”, da Chiado Editora, é o título do livro infantil lançado a 10 de junho, da autoria de Salete Mota, enfermeira do Centro Hospitalar de Entre Douro e Vouga (CHEDV) e apaixonada pela Viagem Medieval em Terra de Santa Mari a. Salete Mota resume em verso as passagens mais importantes dos noves reis da Dinastia Afonsina. “De forma simples e divertida, e em apenas alguns minutos, as crianças poderão aprender a história dos reis portugueses da primeira dinastia, através das passagens mais importantes das suas vidas: quando nasceram, com quem casaram, que lutas travaram, que terras conquistaram”. O livro nasce no âmbito do “Projeto Envolver” da Viagem Medieval, que visa envolver o comércio, serviços e população local no espírito desta recriação histórica.

Salete Mota é de Moimenta da Beira, mas reside e trabalha em Santa Maria da Feira. Tem 48 anos, três filhos, e é apaixonada pela Idade Média e pelas histórias vividas durante a Viagem Medieval em Terra de Santa Maria.