Victor Hugo Pontes em destaque no GUIdance

A segunda ronda de espetáculos abre, tal como a primeira, com uma peça de Victor Hugo Pontes. Estreado em novembro de 2011, no CCVF, “Fuga Sem Fim” regressará no próximo dia 13 de fevereiro ao ponto de partida, numa remontagem encomendada pelo GUIdance 2019.

Victor Hugo Pontes repete presença na segunda ronda de espetáculos do GUIdance.

Construído a partir de uma ideia de João Paulo Serafim – realizador do vídeo que acompanha a peça –, neste espetáculo Victor Hugo Pontes propõe uma reflexão sobre a ideia de fuga e o ato criativo.

Às 21h30 do dia 14 de fevereiro, outros filhos a Guimarães retornam para mais uma estreia absoluta, desta vez protagonizada pela Útero. O espetáculo “Fraternidade I + II”, da autoria de Miguel Moreira, é um díptico dividido por um intervalo. Como se fossem duas peças gémeas, ou o lado A e B de um disco. “Fraternidade I + II” é a Útero de Miguel Moreira a perguntar o que quer realmente dizer masculino e feminino, a partir do elo mais forte que liga os seres humanos: a fraternidade. Uma peça repleta disso mesmo, com cocriação e interpretação partilhada por Cláudia Serpa Soares, Francisco Camacho, Luís Guerra, Maria Fonseca, Miguel Moreira, Romeu Runa, Sara Garcia e Shadowmen.

No dia seguinte, à mesma hora, Jonas&Lander (Jonas Lopes e Lander Patrick) viajam até à Black Box da Fábrica ASA para revelar o seu “Lento e Largo”, um trabalho fabricado no Centro de Criação de Candoso, local onde decidiram aventurar-se no passado mês de novembro para uma residência artística. O interesse da dupla pela robótica enquanto elemento performativo vem de trás, mas nunca deixa de causar estranheza. Em “Lento e Largo”, os robôs que dançam são um dos elementos que contribuem para o que chamam de poética da alucinação. Inspirados pelo surrealismo, reclamam a ficção como espaço que desafia a racionalidade.